O corpo absorve as emoções

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Nosso corpo registra emoções, sentimentos, pensamentos. Por isso, a fisioterapia deve tratar o individuo considerando suas condições de saúde e momento de vida.

Vale leitura do artigo da revista Saúde Quântica, abaixo.

RevistaSQ_A energia das emocoes

A energia das emoções e os pilares de Sustentação do nosso Corpo

Dth. Andressa Ortega – Terapeuta

Desde os tempos de faculdade nunca concordei
muito com a forma tradicional de tratar um paciente na
fisioterapia. O indivíduo na maioria das vezes chegava
com uma “cartinha” médica onde continha a patologia e
as famosas 10 sessões de fisioterapia.
Ao me deparar com cada paciente ao longo desses
anos, pude perceber que cada um deles tinha, além
de sua dor física, uma história, uma dor emocional, e na
maioria das vezes hábitos de vida bem ruins. Seria negligência
da minha parte tratar o prescrito naquela “cartinha”
e mandar o paciente para casa. Ou seja, de nada
adianta o indivíduo tratar na fisioterapia, no Pilates, no
RPG ou na Hidro por 1 hora durante 1,2 ou 3x na semana
se todo o “ambiente de vida” da pessoa está desequilibrado.
Até porque, mesmo que os sintomas primários se
atenuassem, mais cedo ou mais tarde eles viriam à tona
novamente se os outros hábitos não fossem mudados,
ou pior, poderiam vir acompanhados de novos sintomas
e novos problemas.

O nosso corpo físico tende a armazenar sentimentos
e pensamentos, que refletem-se frequentemente
influenciando as estruturas como os órgãos, ossos,
músculos, tendões, e consequentemente a forma física
corporal.

Na mudança da minha linha de trabalho tive o
desafio de transitar de uma linha de tratamento tradicional
para uma linha de avaliação e tratamento integrativo,
desenvolvendo uma visão mais apurada da postura, da
morfologia e da personalidade e hábitos de vida, associados
à estrutura corporal.

Uma pesquisa norte-americana de linguagem
corporal demonstrou que pessoas com tendência a depressão
possuem uma curvatura cifótica mais acentuada
do que outras, além de que uma boa postura aumenta
os níveis de testosterona e diminui os níveis de cortisol, o
hormônio do estresse, tornando os indivíduos mais confiantes,
focados, dispostos, seguros e de bem com a vida.
A má postura, por outro lado, estimula a produção de
cortisol e a queda da testosterona, afetando também a
tomada de decisões, mesmo que de forma inconsciente.
Meir Schneider, autora do livro “Movimento
para autocura” já dizia: “As emoções podem ditar a maneira
como você conduz o seu corpo. Nós temos várias
posturas para agressão, tristeza, medo, e assim por diante.
O oposto também é verdade: se você se coloca em
certas posturas, pode sentir as emoções que a acompanham”.
Esse pensamento da autora é constatado pela
física quântica. A energia de determinadas emoções é
absorvida pelo corpo físico, e quando desregulada pode
alterar todos os pilares de sustentação do nosso corpo.
Podemos notar isso também frequentemente
através do simples ato de respirar. Você já notou que indivíduos
mais ansiosos e preocupados possuem uma respiração
mais curta? Essa tendência respiratória é muito
comum em pessoas com personalidade estressada e frequentemente
também pode alterar o alinhamento postural,
através do encurtamento muscular, além de causar
dores na região do pescoço.
A boa postura também favorece a respiração,
contribuindo para o alívio do estresse, circulação e ampliação
das ideias, ajudando a eliminar sentimentos que
causam danos e otimizando aqueles que nos causam
bem-estar. Não é por acaso que várias práticas de tratamento
utilizam técnicas respiratórias em seus protocolos.

O fato é que favorecendo o fluxo de energia através
das frequências vibracionais, exercícios apropriados,
mobilização dos tecidos corporais e mudanças no estilo
de vida surtem excelente efeito na correção postural e
refletem positivamente nas emoções correspondentes.
Está tudo interligado. Como um efeito cascata,
se um dos pilares se altera, todos os outros entram em
desequilíbrio e isso tem relação sim com o corpo físico e
o corpo emocional. Não adianta mais tratar apenas um
segmento, já que muitas vezes a origem do problema
está em outro local. É preciso enxergar o indivíduo como
um todo e ajudá-lo na correção de seus desequilíbrios,
mas acima de tudo trabalhar na verdadeira raíz do problema.

O tratamento é baseado na avaliação minuciosa
do terapeuta, mas sempre enxergando o indivíduo em
sua totalidade. Dialogar com o corpo é algo fundamental
para compreendermos o que ele está querendo comunicar
através de seus sintomas.
O esqueleto é a estrutura que dá sustentação à
nossa postura e permite mobilidade do nosso corpo. Ele
também protege os órgãos vitais, como o coração, pulmão
e cérebro. A coluna vertebral estabelece conexão
entre o que é comandado pelo cérebro e executado pelo
corpo. É graças a ela que podemos ficar em pé, carregar
nossos fardos e nos proteger. Ela representa o sustentáculo
da vida. Quando o fardo é muito pesado e duro para
carregar, é nas costas que as dores irão se manifestar. As
dores nas costas falam do peso das responsabilidades,
frustrações e limites. O indivíduo joga nas costas aquilo
que causa sofrimento.
Os ossos representam solidez e os valores que
estruturam e dão sentido à vida. Conflitos de desvalorização,
geralmente acompanhados de um sentimento
depressivo, manifestam-se nas enfermidades ósseas.
Fraturas frequentes denunciam uma inflexibilidade diante
de alguma coisa imposta.
As artrites nos convidam a refletir sobre o medo
de tomar decisões, avançar na vida ou mudar de direção,
possuindo a raiva como emoção dominante.
As artroses falam da rigidez diante da vida.
As comuns dores nos ombros denunciam excesso
de responsabilidade a ser carregada.

Os rápidos exemplos descritos mostram que as
dores do corpo são reflexos da alma e nos mostram o
quanto o ser humano é complexo.
Ao mesmo tempo que a lesão pode aprisionar
na cama, reduzir a mobilidade e a capacidade de produzir,
recebemos a boa notícia de que essa mesma lesão
muitas vezes nos ensina a importância de libertarmos a
consciência e repensarmos a nossa vida, promovendo
mudanças necessárias e maior qualidade de vida.
Reequilibrando o indivíduo como um todo, as
patologias e as dores melhoram significativamente e
com menor chance de recidivas. Com a ajuda do terapeuta,
o paciente pode conseguir encontrar a verdadeira
causa por trás da queixa e buscar os melhores recursos
para sua evolução.

Que possamos como terapeutas e profissionais,
termos mais sensibilidade quando lidamos com o paciente,
lembrando que estamos diante de uma pessoa e não
uma máquina, e assim, possamos ser cuidadores mais
atenciosos, sensíveis à complexidade do ser humano, e
também auxiliar cada indivíduo a dialogar com o próprio
corpo, extraindo os sinais que são recursos fundamentais
na promoção da saúde e combate ao problema.
Encerro esse texto com a seguinte conclusão
que tive ao longo desses anos trabalhando com essa linha
da linguagem corporal: o que a alma ama, o corpo
registra.

https://www.revistasaudequantica.com.br/Revistas/66-Revista-saude-quantica—9-edicao-/

RevistaSQ_A energia Autora

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